Pacientes da cidade de Itarantim e região que vão até a cidade de Vitória da Conquista, aproximadamente 180 quilômetros de distancias, para serem atendidos na Policlínica Regional, que atende os municípios da região sudoeste, relataram à nossa reportagem que, nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, não foram atendidos por conta da ausência de médicos.
Os pacientes geralmente saem de Itarantim na madrugada para serem atendidos na Policlínica em Vitória da Conquista E devido à ausência de médicos alguns pacientes tiveram que ficar lá sem ao atendimento, alguns iriam até realizar processos cirúrgicos e tiveram que ficar com a “cara pra cima” até o horário da volta, praticamente o dia inteiro.
É um absurdo o que a Policlínica vem fazendo com os pequenos municípios, colocando pessoas em veículos sem o devido conforto e fazendo-as viajar 180 km apenas para chegar a um local onde não há atendimento médico.
Uma das pacientes, que esperava realizar uma cirurgia, chegou ao local na data marcada, mas se surpreendeu ao descobrir que não havia médico disponível para atendê-la. Como resultado, ela teve que passar praticamente o dia todo no local aguardando o transporte de volta para Itarantim.
O site Crônicas de Itarantim entrou em contato com o setor de saúde do município. Um funcionário da Secretaria de Saúde informou que a responsabilidade do setor é apenas agendar exames para a Policlínica nas datas confirmadas pelos médicos que estariam atendendo em Vitória da Conquista.
Outra paciente relatou à redação do nosso site que já foi diversas vezes à Policlínica e, em várias ocasiões, o médico não estava presente para atendê-la. Um funcionário da Prefeitura de Itarantim no setor de saúde comentou sobre a situação, afirmando que esse é o “mal menor”, pois existem pessoas aguardando há mais de oito meses por uma regulação para serem atendidas e lamentavelmente o estado não oferece respostas sobre isso.
O site também questionou o funcionário sobre as condições do transporte público utilizado por algumas pessoas que vão fazer procedimentos cirúrgicos. Segundo alguns pacientes, os ônibus que levam os usuários oferecem péssimas condições.